segunda-feira, junho 11, 2012


Quadros

O quadro é uma fonte permanente de prazer, precisa ter vínculo com  nossas escolhas e espaço a ser usado, precisa estar de acordo com a nossa personalidade e dos que ali habitam. É muita conhecida a frase "Diga-me o que o homem lê e eu lhe direi que homem ele é"; assim também, pelos quadros usados em uma casa, pode-se julgar os habitantes, pois refletem seu gosto, cultura e educação.
Por mais alto que seja seu nível estético, não será bem escolhido se não for de agrado dos que na casa ou no ambiente residem ou passam seu tempo ali. A escolha do Decorador no quadro ideal condiz não só com a necessidade de combinar com o conjunto do espaço, como estar de pleno acordo com a decoração do ambiente.
Vários quadros com assuntos semelhantes e molduras idênticas podem se relacionar entre si, constituir um grupo e tornar-se um elemento só.
O quadro equilibra o ambiente e também completa. Quando a decoração do espaço estiver muito colorida, por exemplo, usam-se quadros de uma cor só, ou a carvão, ou a bico de pena, caso contrário se o colorido for pouco, opta-se por um quadro colorido e com brilho.
Cuidado na escolha do quadro é importante. Como diz o provérbio: “ melhor uma boa reprodução que um original medíocre. “ Quando não existe dinheiro para escolher um bom quadro, o melhor é optar por um poster, gravura ou reprodução mesmo. Os quadros nunca devem ser comprados somente para encher uma parede vazia, mas deve haver da parte do ocupante habitual da sala, satisfação pessoal na contemplação de cada quadro.
Cuidado também na escolha da moldura que tem a função de destacar o quadro e não de ser melhor que ele. Na decoração do ambiente deve-se ter o cuidado além de escolher bem o quadro a ser usado, ter o cuidado na escolha e uso do passe-partout deixando um espaço livre entre a gravura e a moldura e por fim  dar destaque a ele com uma boa iluminação.


As molduras mais belas foram feitas durante a Renascença, reinado de Luís XIV e princípios do século XVIII. Em meados do século XVIII começou-se a fabricar molduras de massa em vez de madeira entalhada. Essas molduras, muitas pesadas e enfeitadas, obscureciam e depreciavam os quadros nelas colocados. Hoje molduras antigas são muito procuradas, para pinturas e reproduções de quadros antigos. Procura-se novamente atingir a beleza das molduras do século XVIII, baseando-se na adaptabilidade ao quadro e harmonia com todo o ambiente.
Pinturas a óleo devem ser emolduradas em "passe-partout" ou vidro. Pinturas antigas pedem moldura rica, sendo a moldura dourada a mais usada, pois o dourado ajuda a harmonizar as cores sem com elas competir.
Deve haver muito cuidado com a moldura, pois nada mais feio, por exemplo, do que um dourado brilhante que em vez de realçar, ofusca o quadro. Também, o motivo da pintura a óleo, sendo pesado e rico em contrastes, pede uma moldura mais pesada e rica, enquanto que uma pintura mais leve pode ter moldura mais delicada.
Desenhos em bico de pena e aquarelas devem ter "passe-partout" e vidro; usando-se em geral moldura preta lisa ou com pequeno risco dourado, para os bicos de pena. Pinturas feitas em papel necessitam vidro para proteção, e a não ser que tenham grande espaço em torno do desenho, levam sempre "passe-partout". É comum as aquarelas levarem moldura branca, prateada ou de madeira natural, mais do que as molduras para quadro a óleo.
Reproduções são raramente usadas hoje em dia, em interiores bem decorados. Em todo caso, se alguém tem uma predileção toda especial por um quadro de um dos mestres, não há razão para que não possa usá-lo e deve ser emoldurado como se emolduraria o original, somente devem ser evitados quadros conhecidos demais e reproduzidos até em folhinha como a Mona Lisa, de Da Vinci, o Angelus, de Millet, etc.
Quadros em pastel, seguindo o gosto francês, são em geral emoldurados com moldura dourada. 
As molduras modernas são feitas em enorme variedade de materiais: vidro, espelho, cromo, madeira, cortiça e até fazenda, vendo-se no desenho das molduras inovações audaciosas. 












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